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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O ho'oponopono....texto I



O ho'oponopono, processo de resolução de problemas criado no Havaí, tem ajudado milhões de pessoas ao redor do mundo a se libertar de dificuldades.

Graziella Mattar

Há cerca de sete anos, um e-mail contendo um artigo de autoria do escritor americano Joe Vitale circulou por diversos países e causou euforia em boa parte das pessoas que o leram. Ele narra a história de um psicólogo havaiano chamado dr. Ihaleakala Hew Len, que trabalhou, na década de 80, num hospital psiquiátrico do Havaí em uma ala dedicada a criminosos portadores de doenças mentais. O lugar era conhecido na região tanto pelos horrores praticados por aqueles que estavam presos – estupradores, psicopatas e assassinos – quanto por outros fatos estranhos. Dizia-se que o local era tão desolador e degradante, que nem mesmo as paredes aceitavam nova pintura. Problemas elétricos e hidráulicos aconteciam com uma frequência surpreendente, assim como a rotatividade dos funcionários. Praticamente todos os dias os presos se agrediam ou atacavam algum membro da equipe clínica, e por isso passaram a ser acorrentados pelos tornozelos e pelos pulsos e impedidos até mesmo de tomar banhos de sol.

Até que um dia, após a entrada do dr. Len, o cenário começou a mudar. As paredes foram pintadas e mantiveram as novas cores, os funcionários pararam de pedir demissão e folgas, as quadras de tênis foram reformadas e, por incrível que pareça, os detentos passaram a jogar tênis com os próprios funcionários. Muitos deles não necessitavam mais de drogas pesadas para se acalmar e outros não precisavam mais ser algemados. Com os detentos reabilitados, a ala acabou sendo fechada.

O que mais surpreende nessa história, que num primeiro momento parece ser fruto de uma mente cheia de imaginação, é o fato de o dr. Len ter trabalhado por quatro anos nesse hospital sem nunca ter tido contato direto com os detentos. Ele permanecia boa parte do tempo em sua sala, não praticava nenhum tipo de terapia e nunca atendeu nenhum dos prisioneiros em seu consultório. Como era possível, então, que aquele quadro lastimável tinha se tornado algo mais parecido com um final feliz de filme hollywoodiano? O psicólogo contou o segredo dizendo que enquanto permanecia em sua sala olhava a ficha de cada um dos presos e dizia o seguinte a elas: “Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Eu sou grato”.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Apanhador de sonhos.....



O que é um filtro de sonhos?

Você tem um filtro de sonhos pendurado na sua janela? Sabe para que serve ou como funciona? Não? Então descubra aqui porque estas lindas teias de caçar sonhos fazem tanto sucesso. E boa noite! 

Os filtros de sonhos definitivamente estão na moda. É possível encontrá-los em quase todas as lojas de artigos esotéricos. E, embora o nome, filtro de sonhos (ou dream catcher, em inglês), já seja bem sugestivo, nem todo mundo sabe exatamente para que servem estes belos objetos redondos, enfeitados de penas e de contas. 

Os dream catchers chegaram ao Brasil vindos dos EUA. Mas lá eles estão longe de ser uma moda passageira. Quase todas as tribos de índios americanos há muitos anos já os incorporaram às suas tradições. E as lendas sobre eles correm por toda parte. 

Embora hoje todas estas nações indígenas produzam seus próprios dream catchers, a história dos filtros começa com os índios Ojibwe (ou Chippewa).

A história dos dream catchers
Os sonhos desempenhavam um papel fundamental na vida dos Ojibwe. Para este povo que vivia na região dos Grandes Lagos americanos e que hoje também se espalha por outras regiões do Novo México, aprender a decifrar as mensagens reveladas nos sonhos era a tarefa mais importante que as pessoas tinham durante sua passagem pela Terra. Por causa disto, o dream catcher era uma ferramenta essencial.

O filtro de sonhos, como ficou conhecido em português, na verdade, não é um filtro, é uma teia. Os Ojibwe acreditam que, quando a noite cai, o ar se enche de sonhos, bons e ruins. Alguns destes sonhos, mesmo sendo pesadelos, podem conter uma mensagem importante do Grande Espírito para nós. Então, na verdade, estes sonhos são bons sonhos. Mas existem muitos outros sonhos e energias ruins flutuando à nossa volta e que não são nossos. Estes é que podem nos fazer mal. É justamente para separar estes sonhos e energias ruins que existem os dream catchers. 

A tradição manda que as teias coloridas sejam penduradas sobre o berço dos bebês e a caminha das crianças. Os sonhos bons, sabendo exatamente aonde ir, conseguem passar pelo buraco central da teia, ao passo que os sonhos ruins ficam perdidos e acabam presos nos fios. Quando os primeiros raios de sol surgem, os sonhos maus desaparecem. Os círculos são feitos com ramos flexíveis de salgueiros e revestidos com tiras de couro. 

Uma pena é colocada no centro, representando o ar ou a respiração, essencial para a vida. O bebê, observando a pena dançar ao vento, aprende uma lição sobre a importância do ar. Além disto, a pena de coruja, feminina, simboliza a sabedoria. A pena de águia, masculina, serve para dar coragem. 

Para captar os sonhos dos adultos, os dream catchers são trançados em fibra e não com ramos de salgueiros. Por isso são mais resistentes.

Como a Aranha deu a teia de sonhos para os seres humanos
Existem muitas histórias relacionadas com aranhas e Mulheres-Aranhas entre as várias nações de índios americanos. Em muitas destas tradições, por exemplo, a Mulher-Aranha é um personagem fundamental e sábio, ora mensageira do Sol, ora avó do próprio Sol e organizadora da vida na Terra. Existem várias lendas relacionadas com os dream catchers. Esta que escolhemos é apenas uma das versões.

Uma aranha fiava sua teia próximo à cama da avó (Nokomi). Todos os dias ela observava a aranha trabalhar. Alguns dias depois, o neto entrou e, ao ver a aranha na teia, pegou uma pedra para matá-la. Mas a avó não deixou. O garoto achou estranho, mas respeitou o seu desejo. A velha mulher voltou-se para observar mais uma vez o trabalho do animal e, então, a aranha falou: "Obrigada por salvar minha vida. Vou dar-lhe um presente por isso. Na próxima Lua nova vou fiar uma teia na sua janela. Quero que você observe com atenção e aprenda como tecer os fios. Porque esta teia vai servir para capturar todos os maus sonhos e as energias ruins. O pequeno furo no centro vai deixar passar os bons sonhos e fazê-los chegarem até você. 
Quando a Lua chegou, a avó viu a aranha tecer sua teia mágica e, agradecida, não cabia em si de felicidade pelo maravilhoso presente: "Aprenda", dizia a aranha. Finalmente, exausta, a avó dormiu. Quando os primeiros raios de sol surgiram no céu, ela acordou e viu a teia brilhando como jóia graças às gotas de orvalho capturadas nos fios. A brisa trouxe penas de pomba que também ficaram presas na teia, dançando alegremente e, por último, um corvo pousou na teia e deixou uma longa pena pendurada. Por entre as malhas da teia, o Pai Sol sorria alegremente. E a avó, feliz, ensinou todos da tribo a fazerem os filtros de sonhos. E até hoje eles vêm afastando os pesadelos de muita gente. Quem sabe não vai funcionar com você também? 

:: Adília Belotti ::

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Plantas bruxescas, Atropa belladonna.




Atropa Belladona

História



Origem do nome: [1]

Linnaeus, em 1700, denominou esta planta de Atropa Belladonna, proporcionando um nome deveras interessante a esta planta.

Sabendo que as mulheres utilizariam extractos de Atropa nos olhos para dilatar as pupilas de modo a ficarem mais belas, denominou-a de “belladonna” (mulher bela).

A esse nome, juntou o de Atropa, baseando-se em Atropos que era, segundo a mitologia grega, a divindade responsável pela morte das pessoas, sendo uma das três que controlavam o destino (uma seria responsável pelo nascimento, a outra pelo prolongamento da vida, e Atropos, seria o responsável pelo “corte” do fio da vida).

Assim, conseguiu fazer referência à toxicidade desta planta que era de conhecimento geral, reunindo as duas ideias que existiam na altura.



Antiguidade:

O nome Beladona surgiu, então, do uso histórico pelas mulheres ("Bella Donna" em Italiano – Mulher Bela), devido à característica de dilatar as suas pupilas. Um extracto de Beladona era usado como gotas oculares, fazendo parte das suas preparações de maquilhagem. A atropina tem o efeito de dilatar as pupilas, fazendo com que elas parecessem, supostamente, mais atraentes. É, atualmente, sabido que a atropina tem atividade anticolinérgica, bloqueando a capacidade de contração da íris, provocando um efeito midriático. As pupilas dilatadas eram consideradas mais atraentes porque estas dilatam quando as pessoas estão excitadas, tornando o contacto visual muito mais intenso do que já era. Este uso tinha o efeito adverso de tornar a visão turva e aumentar o batimento cardíaco. O uso prolongado poderia causar cegueira. [2 ]

A Atropa belladonna é uma planta cercada por mito, temor e admiração. Na antiguidade, os gregos e os romanos já sabiam que continha um veneno mortal. Nos tempos medievais foi largamente foi usada por feiticeiros e bruxas. [1]

A Atropa belladonna era considerada a planta favorita do diabo, tendo este a exclusividade do seu uso e cultivo. Segundo os mitos, ele próprio espalhava todas as noites o seu sangue nessa planta. [1]

As bruxas, sabendo disto, usariam esta planta como constituinte dos seus unguentos voadores, a par de mandrágora e outras plantas místicas. Seriam posteriormente esfregados na pele e genitais causando alucinações e às vezes sensações de levitação ou voo. A excitação sexual também era frequente podendo mesmo ocorrer o orgasmo. Algumas feiticeiras, para adivinhar o futuro (aproveitando as ilusões e alucinações provocadas), tomavam, regularmente, pequenas quantidades de beladona via oral, sendo esta prática reconhecida como perigosa. [1]

Contrariamente às bruxas, os camponeses temiam esta planta. Se alguma porção de beladona fosse mantida em casa, isto iria chamar os espíritos do mal, permitindo aos demônios atacar as suas famílias, lares ou gado. Quem se atrevesse a contrariar esta “lei” seria visitado pelo próprio diabo que trataria de punir devidamente os “ousados”. Em último caso, o diabo determinava a morte como pena suprema. [1]

Segundo as mesmas crenças, as bagas atrativas desta planta serviriam para atestar da “gulodice” das crianças, que caso não conseguissem resistir seriam punidas com sintomas dolorosos ou mesmo a morte. [1]

O vinho dos bacanais, ou festas dionísicas, estava frequentemente adulterado com beladona, produzindo reações de histeria e alucinações nos participantes, tornando as mulheres mais propícias a estes atos. [3 ]

Datura, plantas bruxescas. Texto I.




Nomes vulgares: erva do diabo,figueira do inferno,trompeta de anjo

A origem do nome vem do hindú “dhát”, um veneno preparado com plantas, e “tatorah”, entorpecente. Plantas desse gênero e de alguns outros gêneros de Solanáceas apresentam compostos com propriedades alucinógenas, o que é conhecido desde tempos imemoriais. Povos primitivos, tanto da Eurásia como do Novo Mundo, fizeram intenso uso dessas propriedades em rituais místicos e religiosos, bem como para fins medicinais; outros usos eram criminosos, para tirar a consciência das pessoas para as roubar ou matar.

Toda a planta é extremamente venenosa. Diversas espécies de Datura são originárias do Novo Mundo, mas Datura stramonium é originaria de uma região à volta da Cordilheira do Himalaia, na Ásia Menor e de regiões a volta do Mediterrâneo, foi levada para as mais diversas regiões do mundo, sendo hoje de distribuição universal. Apresenta ampla ocorrência no Continente Americano, sendo que no Brasil pode ser encontrada em grande parte do território, mas raramente forma grandes concentrações. Cultiva-se em grande escala para fins medicinais.

São colhidas as folhas e as sementes. As folhas devem ser cortadas de manhã cedo, no princípio da floração. São primeiro secadas estendidas ao lado umas das outras, em seguida podem ser amontoadas. Num secador, a temperatura não deve ultrapassar os 45ºC. As sementes são retiradas após a secagem das cápsulas. Os dois produtos contêm alcaloides derivados do tropano (0,4%), a hiosciamina, a atropina, a escopolamina. Estas substâncias são espasmolíticas (aliviam as contrações musculares), diminuem as secreções glandulares e dilatam os brônquios. São apenas tratadas no âmbito da indústria farmacêutica, e os remédios à base destas substâncias só podem ser prescritos por um médico. É uma planta tóxica para os animais e para o homem. Os envenenamentos de crianças pelas sementes de estramônio são relativamente freqüentes, sendo a dose letal, aproximadamente, 20 sementes.

Os efeitos alucinógenos provocam visões e sensações que eram tidas como formas de comunicação com os deuses. Curandeiros e adivinhos buscavam inspiração nessas visões. Ritos de iniciação, bem como de passagem de condições de crianças para adultos, envolviam o uso de preparados dessas plantas. Na região de Bogotá as viuvas e os escravos dos guerreiros mortos recebiam uma bebida com extratos dessas plantas, com o que entravam em estado de torpor e assim eram enterrados vivos com os seus senhores. Plantas dos grupos mencionados não são substitutivas de plantas que fornecem drogas, como canabbis sativa, papoula ou coca, pois ao lado do efeito alucinógeno, existe um forte efeito tóxico, e uma “viagem” com Solanáceas frequentemente não tem retorno.

Plantas bruxescas...Datura. Texto II.




Don Juan, no livro "A Erva do Diabo" de Carlos Castañeda : 

"-- A erva-do-diabo tem quatro cabeças; a raiz, a haste e as folhas, as flores e as sementes. Cada qual é diferente, e quem a tornar sua aliada tem de aprender a respeito delas nessa ordem. A cabeça mais importante está nas raízes. O poder da erva-do-diabo é conquistado por meio de suas raízes. A haste e as folhas são a cabeça que cura as moléstias; usada direito, essa cabeça é uma dádiva para a humanidade. A terceira cabeça fica nas flores, e é usada para tornar as pessoas malucas ou para fazê-las obedientes, ou para matá-las. O homem que tem a erva por aliada nunca absorve as flores, nem mesmo a haste e as folhas, a não ser no caso de ele mesmo estar doente; mas as raízes e as sementes são sempre absorvidas; especialmente as sementes, que são a quarta cabeça da erva-do-diabo e a mais poderosa das quatro".

A ingestão de sementes de datura eram parte de um rito de passagem feitos por jovens da tribo huichol. Eles retornam do delírio sem a memória de sua mãe, como se nascessem do nada, do vazio. As folhas secas de datura eram fumadas para combater os efeitos da asma. 

O nome Datura, a sua denominação genérica, é a partir do Hindu Dhatura (dhat = a essência eterna (de Deus)), que foi derivada do sânscrito nome D'hastura. 




Segundo Sangirardi Jr 
"...a intoxicação produzida pela droga tem dua fases opostas: a uma exaltada agitação segue-se o sono profundo e inquieto. Os sintomas são provocados por dois alcaloides do grupo tropano, que atua sobre os sistemas nervosos periférico e central. Esses dois alcaloides, dos quais a atropina é um composto racêmico, são: escopolamina (histocina), o principal e hiosciamina. 



Floripondio - A Datura dos Andes 
Datura arborea ( Brugmância arborea) Flores de corola branca, por vezes amarelada com 15 a 18 cm de comprimento. 



No preparo da bebida mágica, raspa-se a casca do tronco, que é espremida numa cabaça. A dose média é aproximadamente um copo comum (200ml), o suficiente para provocar as duas clássicas etapas da embriaguez com esse tipo de substâncias : exaltação furiosa e depressão com sono comatoso. Reinburg observou que, entre os zaparos, a issioma é reservada aos homens e constitui, quase sempre, uma bebida de prova para aspirantes de xamã. 

Para os jivaros, a maikoa é beberagem dos guerreiros, que consultam os espíritos antes de partirem em expedição. Tem outros usos ainda como para o marido traído saber quem é o sedutor da esposa 

Kastern menciona a grande festa do tsantsá, em que os guerreiros, na floresta, tomam uma bebedeira profética. Na grande festa em honra do tambor sagrado, os mais velhos tomam maikoa e no dia seguinte, interpretam os próprios sonhos. 


Seja qual for o tipo de datura, quantidades excessivas ou uso prolongado podem levar a convulsões, coma, danos permanentes no cérebro. Os seus alcaloides são extremamente potentes e perigosos. 

Lewin, descrevendo os sintomas físicos e psíquicos provocados pela datura, mostra a preponderância de violência insanidade e tendência de cometer desatinos."Mais graves, diz o toxicologista alemão, eram os efeitos provocados pelos fanáticos religiosos, os taumaturgos, os magos, os sacerdotes e charlatães que, ao longo das cerimônias cultuais, faziam fosse aspirada a fumaça da planta atirada sobre um braseiro.

A titulo de curiosidade, diz Sangirardi Jr, vale mencionar que os negros escravos do Brasil preparavam o chamado amansa-senhor, com plantas tóxicas, entre as quais as raízes pulverizadas do estramônio. Servida pela mucama ou pelo pajem, misturada com alimentos líquidos, a planta levava a vitima à demência ou as portas da morte. 

Entre nós o estramônio tem vários empregos na medicina popular, notadamente contra asma e coqueluche. Contra a asma fumam-se as folhas secas, que muitos compram nos herbanários, de onde a advertência de Hoehne: 

"*As pessoas que as adquirem ignorando o modo de usar, preparam chás das mesmas e assim se envenenam.

Plantas Bruxescas....Datura. Texto III.




Datura 

Datura é um nome genérico que abrange várias várias espécies. 
A mais conhecida é a Datura Stramonium. No Brasil é conhecida como Trombeteira, Lírio. No Perú é também conhecida como Floripôndio ou Tóe. 

É utilizada desde a antiguidade, citada até na obra de Homero "Odisséia" . Conta que Ulisses chegou à ilha habitada pela ninfa Circe, esta deu de beber à tripulação uma poção, para que os marujos pudessem esquecer de sua terra natal. 

Na Idade Média, a Datura compunha várias poções e ungüentos de feiticeiras. Conta-se que a pasta de Datura que as bruxas medievais aplicavam um unguento de Datura em várias partes do corpo, incluindo a genitália e o ânus, para produzir a sensação de estarem voando em suas vassouras. 

Lu Gomes e Roberto Navarro (Planeta) descrevem que a imagem da bruxa voando na vassoura é considerada o estereótipo de um tipo específico de feiticeira medieval que se utilizava principalmente da Datura Stramonium. Talvez por isso a planta tenha sido apelidada de "erva do demônio e cizania. 

A datura também era usada por motivos religiosos pelos índios que habitavam o sudoeste dos EUA e México antes da chegada do colonizador branco.

Segundo Sangiradi Jr. ..."planta sagrada dos Zunis, índios da cultura pueblo, o estramônio (a'neglakya) pertence aos sacerdotes da chuva e aos chefes de certas fraternidades religiosas. Somente o xamã pode colher esta erva. Ingerida, leva ao estado de transe que permite ouvir as vozes dos pássaros, curar e adivinhar. Também é usada pelos médicos-feiticeiros como tópico, em ferimentos e contusões. 

Schhultes diz que os índios do nordeste dos Estados Unidos fazem uso limitado, mas o estramônio é o principal ingrediente do Wysoccan, bebido pelos algonkins, leste dos Estados Unidos, antes de um rito de passagem, em que se processa a iniciação dos adolescentes. 

Também utilizada por índios que habitavam o sudoeste dos EUA e México antes da chegada da colonização. Os componentes da planta são extremamente potentes e perigosos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ensinamentos de Don Juan Matus.





“Por enquanto é suficiente que eu repita para você o que disse antes sobre nossas duas mentes. Uma delas é a nossa mente verdadeira, o produto de todas as nossas experiências de vida, aquela que raramente fala conosco por ter sido derrotada e relegada à obscuridade. A outra, a que usamos diariamente para tudo o que fazemos, é uma instalação alienígena”.

“Resolver o conflito das duas mentes é uma questão de intentá-lo”, disse ele. “Os feiticeiros evocam o intento pronunciando a palavra intento em voz alta e clara. O intento é uma força que existe no universo. Quando os feiticeiros a evocam, ela vem até eles e fixa o caminho para a obtenção do que for, o que significa que os feiticeiros sempre conseguem o que se propõem”.


Don Juan Matus, em O lado Ativo do Infinito.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O combate interior.



O COMBATE INTERIOR
Um velho Cherokee, ensina seu netinho:
Existe dentro de mim, um combate interior, diz ele ao menino.
Um combate terrível entre 2 lobos.
Um é mau, cheio de cólera, inveja, desgosto, arrependimento, avareza, arrogância, auto-piedade, sentimento de culpa/inferioridade, mentiras, vaidade, superioridade e ego.
O outro é bom: cheio de alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade, bondade, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé'.
Esse mesmo combate existe também dentro de você e de todas as outras pessoas.
O garoto reflete, durante um minuto e pergunta então ao avô:
Qual sera o lobo vencedor?
O velho avo Cherokee, responde simplesmente:
Aquele que você alimentar...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sabedoria Antiga do Hawaii.



A REDESCOBERTA DA SABEDORIA ANTIGA DO HAVAÍ

1. IKE - O Mundo é aquilo que você pensa que ele é

Pensamentos positivos atraem pessoas e acontecimentos positivos; pensamentos negativos atraem pessoas e eventos negativos.

Corolário - Tudo é um Sonho

Sonhos são reais e a realidade é um sonho. O único sonho que usamos para manifestar uma realidade é perceber se outras pessoas experienciam isso ou não. Alucinação significa que "seu sonho não combina com meu sonho".
"Realidade" para um Xamã é uma alucinação em massa, ou sonho compartilhado.
Se esta vida é um sonho, e se nós podemos acordar, então podemos mudar este sonho mudando a forma de sonhar.

Corolário - Todos os sistemas são arbitrários

Todos os significados são inventados e a Verdade Absoluta é aquela que você decidir que é. O que importa é como este sistema funciona para você, e não quão verdadeiro é (que é um conceito arbitrário).

2. KALA - Não existem limites

Experimentamos dois tipos de limitações: criativas e filtradas. A limitação criativa assume o estabelecimento de limites com propósito dentro de um universo infinito, para criar experiências particulares, feitas por Deus ou por nosso Eu Superior. Isto nos capacita a experienciar a vida como humanos na Terra (jogar por aquele específico conjunto de regras – o não obedecer às regras muda para outro jogo).
Limitações filtradas são impostas por idéias e crenças que inibem a criatividade ao invés de exaltá-la, como crenças que trazem desesperança, estado de desamparo, vingança e crueldade. Elas geram o foco sem o potencial para a ação positiva.

Corolário - Tudo está conectado

Corolário – Tudo é possível

Tudo o que você tem que fazer é acreditar. Entretanto, pelo fato de você não estar só no Universo, o grau no qual algo pode ser compartilhado depende nas crenças das pessoas ao seu redor.

Corolário – A Separação é uma Ilusão útil

Pura empatia o torna tão desamparado quanto os que estão sofrendo. O medo faz você perder de vista seu papel de construtor de sonhos.

3. MAKIA A Energia flui onde você coloca sua atenção

A meditação e a hipnose são simplesmente técnicas diferentes para se fazer a mesma coisa – re-focar a sua atenção em crenças e expectativas mais positivas. Como estados, ambas são condições idênticas de atenção focalizada sustentada.

Estes aspectos de sua experiência presente que parecem resistentes são o efeito da habitual atenção focalizada sustentada, carregada pelo seu subconsciente.

Corolário – A atenção vai para onde a energia flui

A atenção é atraída para todos os tipos de energia de alta intensidade.

Corolário – Tudo é Energia

Pensamento é Energia e um tipo de energia pode ser convertido em outro tipo de energia.

4. MANAWA - AGORA É O MOMENTO DE PODER

O karma existe e opera somente no momento presente.

1. O carma existe e opera somente no momento presente. São as suas crenças, decisões e ações de hoje a respeito de você mesmo e do mundo ao redor de você que lhe dão o que você tem e fazem com que você seja quem é.

Graças à memória, podemos carregar hábitos do corpo e da mente dia a dia, mas cada dia é uma nova criação e qualquer hábito pode ser mudado em qualquer momento presente – mesmo que não seja fácil.

Você seleciona dos imensos recursos da sua carga genética as características que melhor refletem suas crenças e intenções atuais. Seus pais, seu passado social não têm nada a ver com seu presente, mas o que você acredita a respeito deles e como você reage a estas crenças, tem.

Corolário: Tudo é relativo

Você define “agora” baseado(a) no seu foco(segundo, hora, ano, tempo de vida).

Corolário: O Poder aumenta com a atenção sensorial

Muitas pessoas vivendo agora nem sequer estão aqui – a maior parte de sua atenção está focalizada no passado ou no futuro. No grau em que elas diminuem sua atenção do presente momento, seu poder e efetividade no presente também decresce.

5. ALOHA - Amar é ser feliz com

1. O Amor existe na medida em que você é feliz com o objeto do seu amor. A parte infeliz é proveniente do medo, raiva e dúvidas. Estar amando profundamente significa estar profundamente conectado e a profundidade e clareza da conexão aumenta à medida que o medo, a raiva e a dúvida são removidos.

Corolário: O Amor aumenta conforme o julgamento diminui

A crítica mata as relações. Quando você elogia, você reenforça o bem e ele cresce. Quando você critica você reenforça o mal e ele cresce.

Corolário: Tudo é vivo, consciente e responsável

Seu subconsciente leva qualquer elogio ou crítica que ele ouve ao coração, mesmo se ele está direcionado para outro lugar, mesmo que você o estiver dizendo. Cada crítica se separa de você e diminui sua consciência do que você critica, até que você acaba respondendo a uma criação secundária de você mesmo que não se parece mais com a original. Quando alguém o criticar, elogie-se para neutralizar isso.

6. MANA Todo Poder vem de dentro.

1. Para cada evento que você experienciar, você criativamente o atrai através das suas crenças, seus desejos, medos e suas expectativas e então reagem a ele habitualmente ou respondem a ele conscientemente. Isto não significa que você deve se culpar por seu abuso ou injúria, porque provavelmente você não estava consciente de suas crenças, atitudes e expectativas negativas. Também não significa que a outra pessoa seja inicente.

Corolário: Tudo tem Poder

Você não tem TODO o poder do mundo – todos tem o mesmo poder. As boas novas são que você pode trabalhar com esses poderes.

Corolário: O poder vem da autorida

A autoridade confiante é a chave para a consciência criativa.

7. PONO A EFICÁCIA É A MEDIDA DA VERDADE

Os meios determinam o fim, e não os fins justificam os meios. O que é realmente importante é o que funciona.

Corolário: Sempre existe uma outra forma de fazer as coisas

Cada problema tem mais que uma solução. Se o objetivo é importante, você nunca deve desistir; simplesmente mude sua aproximação.

Serge Kahill King - Hawaii

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Prece da Manhã.....



Começar bem pela manhã, deixa qualquer choupana iluminada...talvez não se tenha nem tempo para uma prece, mas quem sabe dizer...obrigado por mais um dia...eu abençoo esse dia.....se tudo que jogo no universo retorna....vamos fazer bençãos retornar à nós....nem que seja a nossa própria benção....vamos de uma espreguiçada...tente... faça diferente.....

Oração Cherokke

Eu caminho para dentro e para fora de muitos mundos. 
Em minha mente, há muitas moradas.
Cada uma destas, criamos nós mesmos: a morada da raiva, a morada do desespero, a morada da autopiedade, a morada da indiferença, a morada do negativo, morada do positivo, a morada da esperança, a morada da alegria, a morada da paz, a morada do entusiasmo, a morada da cooperação, a morada da doação. 
Visitamos todos os dias cada uma dessas moradas. 
Podemos permanecer em cada uma delas o tempo que quisermos. Podemos abandonar cada uma dessas moradas mentais no momento que desejarmos. Nós criamos a casa, nós ficamos na casa, nós saímos da casa quando bem quisermos.