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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Beltane, sabá da fecundidade.

No hemisfério norte: 30 de Abril,1º de Maio
No hemisfério sul: 31 de Outubro
Outros nomes: Dia de Valpurgas,Dia de Maio (este para o hemisfério norte)

Na tradição celta, os dois maiores festivais de todos são Beltane e Samhaim: o início do verão e o início do inverno. Assim como para todos os povos pastores, para os celtas o ano tinha duas estações, não quatro. Isso se deve porque no norte da Europa as estações são bem mais divididas que no hemisfério sul, por exemplo.

Beltane, Bealtaine ou Cetsamhain é um festival de civilizações pagãs na região da Grã-Bretanha, ainda comemorada nos dias atuais, reconhecido nas comemorações da Festa da Primavera.A palavra Beltane se origina dos termos galeses tan (fogo) e Bel (nome do deus sol dos galeses). Juntas, as duas palavras significam “fogo de Bel”,e também "Fogo de Belenos", ou então, mais poeticamente, “fogo no céu”, o que é uma expressão que expressa maravilhosamente bem o espírito deste sabá.
O Sabbat Beltane é derivado do antigo Festival Druida do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus, sendo também um festival de fertilidade. Na Religião Antiga, a palavra “fertilidade” significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atividade erótica por si só.Para as pessoas comuns era um festival de sexualidade e fertilidade humanas isento de vergonha. 
Beltane é um festival de luz, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina da Terra e é o oposto do festival Samhain.
Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes.

Durante o festival eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. As fogueiras eram construídas de modo especial, onde nove homens levavam nove tipos diferentes de madeira para acendê-las. E como tradição as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens ou artefatos animais para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.

Como nessa época do ano a terra era muito fértil e a maioria das Tradições europeias locais se preocupava com a fertilidade das colheitas e animais, Beltane era celebrado com flores e uma grande festa pública. Um dos símbolos mais conhecidos associado com esse Sabbat é o Mastro de Beltane ou Maypole (Mastro de Maio) , pois no hemisfério norte o Beltane é comemorado no dia primeiro de maio). Feito do tronco de uma árvore forte e alta, normalmente o Vidoeiro ou Freixo era enfeitado com flores e tiras. Uma 
vez decorado era elevado freqüentemente na praça da aldeia, ponto focal das atividades da comunidade. O mastro adornado com flores e fitas era um símbolo fálico. Dançar ao seu redor, procurar nozes nos bosques e ficar acordado a noite inteira para ver o Sol nascer no primeiro de maio eram atividade inequívocas, razão pela qual os puritanos as suprimiram com tremendo horror piedoso. Para se ter uma ideia, em 1644 os mastros de Beltane foram proibidos, mas eles voltaram em 1661 com a Restauração. Nessa ocasião, um mastro de 41 metros foi erigido na Inglaterra.



Ensinamentos de bruxas.




A Deusa e o Deus juntos...
A Deusa é a mãe e a amante do Deus. Para nós, Wiccanos, a Deusa dá à luz o Deus, ele amadurece, eles fazem amor e ela fica grávida. Ele morre e renasce dela novamente. A existência do Deus é cíclica, como a dos grãos, animais e humanos, com quem ele tende a parecer; e a existência da Deusa é constante, como a da Terra sob nossos pés. Os dois estão para sempre entrelaçados pelos mistérios da vida, da morte e do renascimento...

De Magias, Feitiços e Poções.

Palavras de Bruxas.




Bem, vocês perguntam, após a questão da nudez, e o deus com chifres e cauda bipartida? Que tal o Velho Cornífero? Você realmente adora o Diabo? Não há fogo sem fumaça.

O velho Cornífero? Sim. O Diabo, princípio do mal? Não. O Deus de Chifres, para as bruxas, é o companheiro masculino da Deusa Tripla. Ele é dinâmico, a força vital, aspecto masculino de toda a natureza. Nós o veneramos porque veneramos a vida. Ele possui chifres e cauda, que denotam seu conhecimento instintivo e animal, sua sapiência natural. Este Deus é parte bicho e parte homem, mescla da força vital e perícia xamânica. O Deus Cornífero, como a Deusa, é sexual, terreno, apaixonado e sábio. Cruel e mau ele não é. Entre os dois, a Mãe Deusa e seu companheiro, se constrói o mundo. Eles o construíram de amor e desejo. Portanto, a sua sexualidade é uma força vital sagrada, verdadeira experiência espiritual. Potencialmente, a mais espiritual das experiências.

Talvez este seja o fato mais surpreendente de todos a respeito da feitiçaria. Não deveria ser. Mas preciso admitir que neste mundo, como ele é atualmente, a maioria das pessoas encontra dificuldades em relacionar sexo com espiritualidade. É contra tudo que as religiões patriarcais ensinaram sobre o sexo, como vergonhoso e sujo (no máximo necessário para a continuidade da espécie).

Beth Rae