Uma choupana não é uma casa, uma choupana não é um simples espaço físico, choupana é onde reside a alma, é onde está o aconchego...onde a vida realmente acontece....choupana é o lugar aparente no mundo do agora, mas que traça as linhas do todo atemporal de cada um de nós.....enfim...choupana é o ninho....
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Poesia.....
A bailarina
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
Cecília Meireles.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Gladis e sua poesia.
Uma homenagem a nossa querida poetisa.....
deixemos que ela recite seus versos
enquanto nos embalamos na rede....
Poema do meu amigo Jorge.
Segredos do Vento
Um sopro percorreu o campo
Espalhou-se pela cidade
Pelas frestas das casas
Sem licença, invade
E carrega consigo os segredos
Das casas por onde andava
O amor de João e Cristine
Até o perfume que ela usava
Também leva a dor de Maria
Que do marido apanhava
E o menino que tudo via
Seu choro o vento levava
No escurinho da calçada
Assistiu um beijo roubado
Moça nova de pai brabo
Com o primeiro namorado
Na igreja lá da vila
A vela quase apagou
Um arrepio nos presentes
Até o padre gelou
Era o velório do Bento
Pouca gente ali chorava
Credores, bêbados, prostitutas
Mais um que desencarnava
E seguia o vento seu destino
Encheu-se de enorme alegria
Ao ouvir o choro de um menino
Que há pouco, à luz, surgia
E soprava por todos os lados
Contava a todos o que sabia
Mas cada qual, na sua vida
Ouvia, mas não entendia
Que o vento que tudo assiste
Tristezas, vida, morte, alegria
Conta a todos seus segredos
Fofoqueira ventania
João Jorge Santos
Na noite fria o vento invade a choupana
cuidado com o que dizes
pois ele é fofoqueiro
assim nos conta o poeta da choupana......
Salve Jorge!
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Uma bela mensagem.
"A Natureza é minha Mãe.
O Universo é meu Caminho.
A Eternidade é meu Reino.
A Imortalidade é minha Vida.
A Mente é meu Lar.
O Coração é meu Templo.
A Verdade é meu Culto.
O Amor é minha Lei.
A Forma em si é minha Manifestação.
A Consciência é meu Guia.
A Paz é meu Abrigo.
A Experiência é minha Escola.
O Obstáculo é minha Lição.
A Dificuldade é meu Estímulo.
A Alegria é meu Cântico.
A Dor é meu Aviso.
A Luz é minha Realização.
O trabalho é minha Bênção.
O Amigo é meu Companheiro.
O Adversário é meu Instrutor.
O Próximo é meu Irmão.
A Luta é minha Oportunidade.
O Passado é minha Advertência.
O Presente é minha Realidade.
O Futuro é minha Promessa.
O Equilíbrio é minha Atitude.
A Ordem é minha Senha.
A Beleza é meu Ideal.
A Perfeição é meu Destino."
Eu sou uma bruxa.
EU SOU UMA BRUXA!
Eu sou uma bruxa
Com rimas e razões.
Eu estou em mudança como as estações.
Minha mãe é a lua,
Meu pai é o sol,
Eu sou uma com a Deusa Terra.
Eu sou uma bruxa, uma criança Pagã.
Espírito da natureza da mãe selvagem
Cresce dentro de mim, flui dentro de mim,
Serpenteando como um córrego enfeitiçado,
Encantando cada meu despertar sonhando.
Eu respiro o AR da libertação,
Eu tendo o FOGO da transformação,
Eu bebo a água da criação,
A Magia da TERRA é minha conjuração.
Eu sou uma BRUXA da sombra e ilumino-me,
Do voo das névoas e dos corvos de Avalon.
Eu sou uma bruxa, com orgulho dizer Eu,
Para uma BRUXA a alma nunca morre.
Tradução Daniel Calegari e Ayesha Tamarix
Poesia... de Luma....
Movimentando a inércia.....
Só pra dizer
que fico parada no tempo
contando espaços
flutuando entre folhas
sons que passam
que fico inerte
esperando pela lua
aguardando o sol
e contando pingos de chuva
só pra dizer
que vem a noite
e outro dia também
depois do trovão
o raio se instala
arde o fogo onde cai
tudo é movimento
tudo é parado
depende do teu momento
só pra dizer
que linhas são libertas
que mãos aprisionam
quando dedilham
danças de letras sem fim
e vou dizendo
que fico parada no ar
me balanço na terra
um nado pelo fogo
e caminho por sobre a água
só pra dizer
que parada vou longe
e que em movimento
me sinto estátua
só pra dizer......
Luma Elora Aislin
pois escrivinhei balançando a mente
sentada na cadeira, kkkkkkkkk
bjusssssssssss
e muitas bençãos
Poesia....
De Gladis....a poesia
Para Gladis
(humildes palavrinhas....
só um presentinho de aniversário)
Regressando....
Em um sabá de Ostara
foi iniciada a beira da lagoa
dançava a fogueira
ao sabor da ventania
foi música e oração
no quebrar das ondas
momento de emoção
retornou a bruxa
ao caminho da magia
e no meio da bruma
a alma que voa
reencontra a alegria
e a verdade do coração....
Para a bruxa Dana Calantha Doréa.
Luma Elora Aislin
Poesia de Primavera.... de Jorge Santos.
Um poema do amigo Jorge Santos.
A Primavera
Sopra fraco, mas ainda sopra
Aquele vento castelhano
As manhãs ainda são frias
Resquícios do Minuano
Que outra vez foi embora
Mas volta no próximo ano
Os ventos que sopram agora
Batem portas e janelas
Espalham o perfume das flores
Fazem as fêmeas ainda mais belas
Para o príncipe encantado
Que procura a Cinderela
Pelas ruas, alegria
E corpos embranquiçados
Que tanto tempo escondidos
Do inverno, que agora é passado
Buscam o sol da primavera
Num olhar apaixonado
Os casais apaixonados
Aquecem-se ao sol primaveril
Que ao esconder-se à tardinha
Traz de volta aquele frio
Que aproxima os amantes
Na temporada do cio
O verde, o vermelho, o amarelo
Pintam o novo cenário
O griteiro dos pardais
O concerto do canário
E os sinos de Ave Maria
Soam com o sol no campanário
Surgem flores nas janelas
E no cabelo da menina
Nos vestidos das senhoras
Pelos jardins, nas vitrinas
Pelos versos do poeta
Que na primavera se alucina
E o poeta, tudo observa
Nada escapa aos olhos seus
Pandorgas, nuvens, abelhas
Fazem rimas em versos seus
Que quase desaparecem
Diante da primavera
A poesia de Deus
Poemas em Ostara....
As poesias tem uma certa sequência e obedecem as estações e os desenhos são todos simbólicos!!!!!! Abri agora lá no meio e sabe a página em que caiu? Os botões....Primavera e a Festa da Primavera..na ilustração um belo campo com galhos de macieira em flor florzinhas pelo chão e as crianças dançando em roda...em roda de um mastro tramando fitas coloridas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Pelos Deuses!!!!!! eles estiveram sempre comigo o tempo inteirinho! Eu me mantive na energia o tempo inteiro..desde que meus olhinhos aqui cairam....no início eu nem sabia ler, eu andava com ele de arrasto pela casa, pedindo por favor que alguém lesse para mim.....ahahahahahahahahahahahahahahaha
Como estou feliz e emocionada....estava na ponta do meu nariz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Gente!!!! Podem rir a se fartar da minha descoberta...mas, para mim isso foi como um daqueles fenômenos paranormais que vai para o fantástico, rsrsrsrsrsrsrsrsr
A Festa da Primavera
Maria de Loudes Figueiredo
Vamos fazer um brinquedo
a primavera saudando,
a dançar todos contentes,
estas fitas segurando.
As fitas, de várias cores,
iremos entrelaçar:
Passe a azul sobre a amarela,
cuidado para não errar.
E, quando acabar a dança,
o mastro, cheio de cores,
representará, festivo,
a linda estação das flores.
Alguma dúvida depois de lerem o poema!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Luma
Poema....As fadas do meu jardim....
Este poema faz parte de um livro, que pertence por sua vez a uma coleção, livros que acompanharam minha infância, embalaram meus sonhos, com seus poemas e histórias, ajudaram nas tarefas escolares, nas brincadeiras, me trouxeram muita alegria, são companheiros que tenho.....amigos que guardo com respeito e carinho, agora em Ostara, divido com vcs, esse meus tesouro que foi o meu poema preferido...lido quase todo dia...no início soletrando ainda,rsrsrsrsrsrsrs
As Fadas
Rose Fyleman
Há fadas lá no fundo,
No fundo do meu jardim...
Olhando posso vê-las,
Pois não é tão longe assim.
Se você quiser também,
Sentí-las muito de perto,
Caminhe sempre para a frente,
Que as encontrará por certo
Onde corre um riozinho,
Onde há musgo, besourinho...
Há fadas bem lá no fundo,
No fundo do meu jardim...
Eu as vejo lá dançando,
Nas noites quentes assim.
Há fadas bem lá no fundo,
No fundo do meu jardim...
Ninguém pode imaginar,
O que vejo sempre assim.
Isto é sonho, é magia?
Pode ser, porém eu joro,
Que as vejos todo dia.
Sei que é um presente modesto mas, é de todo meu coração, com todo meu amor....quem tens filhos e netos que recitem ou cantem para eles, é só ponhá uma musiquinha ora bolasssssss... Quem ainda não os tiver, que guarde com carinho, para mais tarde usar...quem sabe não será essa uma canção de ninar........as fadas me pediram para que assim fazer, para que as criancinhas não se criem sem nelas descrer...porque cada criança que as nega..mais longe ficam de nosso mundo.
Mil beijos....AMO MUITO TODOS VOCÊS.......
Luma
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Poema.
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
-Fernando Pessoa-
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Poema meu....retribuindo para Gladis.
Réplica ao refúgio
Sentada na varanda
no balanço da rede
ouço a voz da manhã que anda
olhando o sol na parede
vejo passar o beija-flor
chia a água no fogão
fiz bolo cheio de sabor
para bruxas que voltarão
mesa pronta, toalha estampada
um incenso de lavanda
a bruma ainda cobre a chapada
a brisa corre, não anda
balanço na rede mais uma vez
reflito nas belezas da vida
hoje curarei saudades talvez
de alma de ontem, muito querida.
Luma Eora Aislin
(só para não deixar a Gladis sentadinha esperando, kkkkkkk)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Poetando.....(registrando a dor)

Amargas Horas
Pelas horas amargas da vida
que vivo assim a rodar
quero ter assim alma colorida
e deixar o coração cantar
carrego a marca da ferida
aberta a pleno no coração
vagueio na dor atrevida
esperando ouvir a canção
vou pulando pelas horas
deixando o olhar perdido
a buscar tênues auroras
pleiteando o consolo querido
deixo que lágrimas corram
por faces frias descoloridas
digo aos sonhos: não morram
que brotem qual margaridas
mas a alma geme perdida
procurando no chão os pedaços
é uma esperança tão sofrida
de atar de novo os laços
vou nas horas de agora
buscar o conforto do abraço
vendo a alegria ir-se embora
me aconchego em teu regaço
que vivo assim a rodar
quero ter assim alma colorida
e deixar o coração cantar
carrego a marca da ferida
aberta a pleno no coração
vagueio na dor atrevida
esperando ouvir a canção
vou pulando pelas horas
deixando o olhar perdido
a buscar tênues auroras
pleiteando o consolo querido
deixo que lágrimas corram
por faces frias descoloridas
digo aos sonhos: não morram
que brotem qual margaridas
mas a alma geme perdida
procurando no chão os pedaços
é uma esperança tão sofrida
de atar de novo os laços
vou nas horas de agora
buscar o conforto do abraço
vendo a alegria ir-se embora
me aconchego em teu regaço
Luma Elora Aislin
escrito em 26/01/2012
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Poetando para Dana....

Eu e Gladis...
Entrei agora
e achei um comentário da bruxa....
um poema que fiz para a filhota
em visita ao álbum do orkut
no dia 24/11/2010....
Bem parece mentira
mas já fez um ano,
e eu não lembrava...
daí fiquei pensando,
em quanta coisa
tenho eu escrito por aí,
qualquer dia desses,
dou um giro,
por coisas antigas,
devem ter coisas engraçadas
para trazer para a choupana
bem.....vou deixar aqui
o poema que fiz para a Gladis....
Bruxa de alma e vida
de brilho e luz
da rima preferida
ao olho que reluz
bela Senhora
que a noite atravessa
que venha a hora
a beleza não tem pressa
fulgura essa dama
nessa noite só de lume
onde queima plena chama
nessa alma que resume
graça e verso
letra e rima
desce do universo
a musa que te anima
honra e glória
sempre agradece
sente a vitória
da teia que a magia tece....
assim por hoje me despeço
com saudade, com alegria
por ter recebido um dia
teu afeto, teu apreço
bjussssssssssssssss
24/11/2010
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Poema para a Gladis....

Pouso de saudade e recordação
Vim aqui te visitar
essa saudade preciso matar
bela filha do meu coração
criada numa noite de emoção
Aquele vento que soprava
criava ondas que quebrava
e a fogueira iluminava
nossa alma que cantava
Foi um tempo de dançar
e sob as estrelas rodar
um sonho de iniciação
que fez em nós a união
A areia que rodopiava
a chama tremulava
lá toda magia estava
era a bruxa que retornava
Vim aqui te presentear
nesse poema ritualizar
o carinho de uma benção
e a força de uma oração
pequeno poema para Gladis
Bruxa Dana Calantha Doréa
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Poetando......

Presente de Primavera.....
Olha o que te trago amada bruxa
um pedacinho da primavera que me floresce
deito aqui as orquídeas pintadas
ficam elas qual telas perfumadas
todo dia e quando anoitece
uma estranha alegria que para cima puxa
Essas pencas que me olham
juro que elas balançam rindo para mim
que duram uma primavera
gira a a roda elas me retornam
trazendo alegria ao meu jardim
com as bençãos da radiante Ostara
Luma Elora Aislin
07/10/2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Desafio poético (meu segundo)....
Há coisas que só se aprende quando ninguém as ensina.
Clarice Lispector.
Aprendizado....
Quanto mais pensava saber
pelo que me foi ensinado
percebi meio sem querer
que nada havia ficado
coisas que de fora vem
não faz do eu sua morada
não torna sábio ninguém
estranha pilha acumulada
aprendizado é mergulho sereno
no âmago do ser interno
que alça voo pleno
rumo ao universo fraterno
que nos lança em reflexo
quando do desejo puro
do eu ignorante e perplexo
almeja a luz ante o escuro
Clarice Lispector.
Aprendizado....
Quanto mais pensava saber
pelo que me foi ensinado
percebi meio sem querer
que nada havia ficado
coisas que de fora vem
não faz do eu sua morada
não torna sábio ninguém
estranha pilha acumulada
aprendizado é mergulho sereno
no âmago do ser interno
que alça voo pleno
rumo ao universo fraterno
que nos lança em reflexo
quando do desejo puro
do eu ignorante e perplexo
almeja a luz ante o escuro
Luma Elora Aislin
26/09/2011
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