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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Ser gaúcho....



Ceivar o chimarrão...esperar com paciência
sentar e tomar com calma, 
olhando a neblina que cobre o pasto
sentir o calor do fogo de chão
e o aroma das coisas da terra
da vida...
refletir no dia que vem e em sua lida
acarinhar a cabeça do cachorro
deitado ali nos pés......
são coisas que essa vida bandida não compreende
coisas de valor sem par
sem igual
é uma lástima
que muitos gaúchos perderam esse espírito
e que outros o desconheçam
se assim fosse haveria mais paz nos rincões....



Gaúcho não precisa de espumante
ele brinda a vida todo dia com chimarrão

Luma

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A casa como ela é....

A casa como ela é....


...com flores e algumas de suas pétalas caídas ao redor do vaso belo ou improvisado...


...com pilhas de livros que desejam ser lidos... 


...com revistas amassadas, pois enfim foram ao menos folheadas...


...com carrinhos, bonecas, legos, convite de festa de aniversário, bexiga da festa, brinquedos espalhados pelo chão...ou de enfeite no meio da decoração...


...com cheiro de café...e de bolo, de pão de queijo, de chá, de chocolate...


...com barulho de vento, de água, de música...barulho de choros e risos...


...com palavras no ar: bate-papo, gritos, cantoria desafinada, conversa séria, sermão pra criançada, declarações de amor...


...com o computador ligado, a TV e o som também...e CDs e DVDs fora das caixas...


...com almofadas descontraídas pelos cantos...e o tapete meio embolado, meio torto...



...com a cortina voando por causa da janela - ou da porta da varanda aberta...


...com retratos, bibêlos, latas, garrafinhas, recordações, coleções...


...com um pouco de bagunça...com cara de casa sendo usada...


...com jeito de que tem gente dentro dela...e não só de passagem...


...com energia de lar, de vida, de momentos bons - ou nem tanto - mas com um ar (ou um cheiro) de felicidade...

do blog Canto do Feng Shui

até que enfim alguém concorda comigo
afinal das contas casa estilo foto de revista de decoração
casa de artista na hora da entrevista
casa de novela da globo..
afeeeeeeeeeeeee
parece cenário...quem quer morar num cenário?
cenário é cenário...é para cenas e não para a vida...

afeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A história de um Duegar.



Conta-se a história de um viajante que, tendo se perdido por causa do mau tempo, viu uma luz brilhar a uma certa distância.


Encontrou uma choupana de pedra iluminada apenas pelas brasas da lareira.


Havia duas pedras, uma em cada lado da lareira e dois troncos próximos.


Ele sentou-se em uma delas e reacendeu o fogo.


Logo um Duegar entrou e sentou-se à sua frente.


Ali ficaram até o fogo apagar.


O Duegar pegou uma tora grande, quebrou-a e colocou-a no fogo.


Quando ela estava quase queimada, ele fez um sinal para o viajante,
indicando que ele deveria colocar a outra metade no fogo.

Mas, suspeitando de algum truque, o viajante não se mexeu.


Eles permaneceram sentados até o fogo se apagar, quando o Duegar e a choupana desapareceram, o viajante viu-se sentado à beira de um penhasco.


Se tivesse feito qualquer movimento, teria encontrado a morte.

Os Duegars são uma espécie de anão da morte da Inglaterra.


Retirado do blog, Caminho Celta.