Uma choupana não é uma casa, uma choupana não é um simples espaço físico, choupana é onde reside a alma, é onde está o aconchego...onde a vida realmente acontece....choupana é o lugar aparente no mundo do agora, mas que traça as linhas do todo atemporal de cada um de nós.....enfim...choupana é o ninho....
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Apanhador de sonhos.....
O que é um filtro de sonhos?
Você tem um filtro de sonhos pendurado na sua janela? Sabe para que serve ou como funciona? Não? Então descubra aqui porque estas lindas teias de caçar sonhos fazem tanto sucesso. E boa noite!
Os filtros de sonhos definitivamente estão na moda. É possível encontrá-los em quase todas as lojas de artigos esotéricos. E, embora o nome, filtro de sonhos (ou dream catcher, em inglês), já seja bem sugestivo, nem todo mundo sabe exatamente para que servem estes belos objetos redondos, enfeitados de penas e de contas.
Os dream catchers chegaram ao Brasil vindos dos EUA. Mas lá eles estão longe de ser uma moda passageira. Quase todas as tribos de índios americanos há muitos anos já os incorporaram às suas tradições. E as lendas sobre eles correm por toda parte.
Embora hoje todas estas nações indígenas produzam seus próprios dream catchers, a história dos filtros começa com os índios Ojibwe (ou Chippewa).
A história dos dream catchers
Os sonhos desempenhavam um papel fundamental na vida dos Ojibwe. Para este povo que vivia na região dos Grandes Lagos americanos e que hoje também se espalha por outras regiões do Novo México, aprender a decifrar as mensagens reveladas nos sonhos era a tarefa mais importante que as pessoas tinham durante sua passagem pela Terra. Por causa disto, o dream catcher era uma ferramenta essencial.
O filtro de sonhos, como ficou conhecido em português, na verdade, não é um filtro, é uma teia. Os Ojibwe acreditam que, quando a noite cai, o ar se enche de sonhos, bons e ruins. Alguns destes sonhos, mesmo sendo pesadelos, podem conter uma mensagem importante do Grande Espírito para nós. Então, na verdade, estes sonhos são bons sonhos. Mas existem muitos outros sonhos e energias ruins flutuando à nossa volta e que não são nossos. Estes é que podem nos fazer mal. É justamente para separar estes sonhos e energias ruins que existem os dream catchers.
A tradição manda que as teias coloridas sejam penduradas sobre o berço dos bebês e a caminha das crianças. Os sonhos bons, sabendo exatamente aonde ir, conseguem passar pelo buraco central da teia, ao passo que os sonhos ruins ficam perdidos e acabam presos nos fios. Quando os primeiros raios de sol surgem, os sonhos maus desaparecem. Os círculos são feitos com ramos flexíveis de salgueiros e revestidos com tiras de couro.
Uma pena é colocada no centro, representando o ar ou a respiração, essencial para a vida. O bebê, observando a pena dançar ao vento, aprende uma lição sobre a importância do ar. Além disto, a pena de coruja, feminina, simboliza a sabedoria. A pena de águia, masculina, serve para dar coragem.
Para captar os sonhos dos adultos, os dream catchers são trançados em fibra e não com ramos de salgueiros. Por isso são mais resistentes.
Como a Aranha deu a teia de sonhos para os seres humanos
Existem muitas histórias relacionadas com aranhas e Mulheres-Aranhas entre as várias nações de índios americanos. Em muitas destas tradições, por exemplo, a Mulher-Aranha é um personagem fundamental e sábio, ora mensageira do Sol, ora avó do próprio Sol e organizadora da vida na Terra. Existem várias lendas relacionadas com os dream catchers. Esta que escolhemos é apenas uma das versões.
Uma aranha fiava sua teia próximo à cama da avó (Nokomi). Todos os dias ela observava a aranha trabalhar. Alguns dias depois, o neto entrou e, ao ver a aranha na teia, pegou uma pedra para matá-la. Mas a avó não deixou. O garoto achou estranho, mas respeitou o seu desejo. A velha mulher voltou-se para observar mais uma vez o trabalho do animal e, então, a aranha falou: "Obrigada por salvar minha vida. Vou dar-lhe um presente por isso. Na próxima Lua nova vou fiar uma teia na sua janela. Quero que você observe com atenção e aprenda como tecer os fios. Porque esta teia vai servir para capturar todos os maus sonhos e as energias ruins. O pequeno furo no centro vai deixar passar os bons sonhos e fazê-los chegarem até você.
Quando a Lua chegou, a avó viu a aranha tecer sua teia mágica e, agradecida, não cabia em si de felicidade pelo maravilhoso presente: "Aprenda", dizia a aranha. Finalmente, exausta, a avó dormiu. Quando os primeiros raios de sol surgiram no céu, ela acordou e viu a teia brilhando como jóia graças às gotas de orvalho capturadas nos fios. A brisa trouxe penas de pomba que também ficaram presas na teia, dançando alegremente e, por último, um corvo pousou na teia e deixou uma longa pena pendurada. Por entre as malhas da teia, o Pai Sol sorria alegremente. E a avó, feliz, ensinou todos da tribo a fazerem os filtros de sonhos. E até hoje eles vêm afastando os pesadelos de muita gente. Quem sabe não vai funcionar com você também?
:: Adília Belotti ::
domingo, 4 de maio de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Equinócio de Outono.
Que a cada folha caída, muitas outras possam brotar, que a cada sentimento de perda, outro possa habitar......porque assim é o caminho natural.....feliz equinócio, abençoado equilíbrio entre sombra e luz, e que essa força encontre o coração de cada um.
Que cada colheita tenha sido do merecimento de cada um, e farta esteja tua despensa, tanto a material como a espiritual.
Feliz e abençoado Mabon!
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Conhecimentos lunares.
As Luas do Hemisfério Sul
Adaptamos o calendário lunar ao nosso hemisfério, pois o aspecto da Lua no Hemisfério Sul é invertido em relação ao Hemisfério Norte. Contando 28 dias por lunação, período médio em que a Lua dá a volta ao redor da Terra e em torno do seu próprio eixo, pode-se dizer que existem de doze a treze luas cheias em um ano.
Os rituais e as meditações da Lua ajudam-nos a aumentar nossa consciência e a aguçar a percepção de nossas almas e assim reequilibrarmos nossa energia.
Conforme muitas tradições pagãs, os Esbás de Luas Cheias celebradas durante todo o ano lunar, são:
- Lua de Sangue: Nasce em Abril, à primeira Lua cheia antes de Samhain. Ela é associada à cor vermelha e reflete o período de abate dos animais, do armazenamento de comida para a estação do inverno que está por vir. Em muitos climas, a temperatura cai o suficiente para permitir a preservação da carne. Como a primeira geada não está muito longe, plantas logo desaparecem da terra, e a carne toma-se a maior fonte de alimento durante o inverno. É a Lua que celebra a ancestralidade, a fecundidade e a maternidade.
- Lua da Neve: É a Lua de Maio. Está associada à cor prata e azul-claro. Nesse período, se os primeiros flocos de neve ou geada ainda não começaram a cair, eles não estão muito distante. A terra começa um tempo de descanso profundo sob os cobertores do inverno, juntando força para a nova vida no despertar da primavera. Lua ideal para conexão com as forças divinas.
- Lua do Carvalho: Chega em Junho. É considerada uma Lua negra e é associada ao aspecto do Senhor das Trevas do Deus. O carvalho, como seu símbolo, é a madeira tradicionalmente queimada no fogo do Yule, correspondente a época natalina cristã. É a Lua do recomeço, da transmutação e do renascimento.
- Lua de Gelo ou Lua do Lobo: Vem em Julho. Sua cor é roxa e sua lenda conta como as águas da terra ficam presas sob um lençol de gelo, da mesma forma que Perséfone, da lenda grega, fica retida no submundo, enquanto a morte e o inverno reinam. Ideal para realizar trabalhos em grupo e esforços conjuntos, pois essa é a Lua da União e da Unidade.
- Lua da Tempestade: Agosto descreve o longo movimento de espera das águas geladas. Conforme as chuvas caem e os oceanos se enfurecem, este é um sinal certo de que as águas irão mais uma vez fluir e a primavera irá retornar para os terrenos. Essa Lua é associada com a cor azul, a cor das águas e normalmente é dedicada à Deusa Brighid. É a Lua que visa o equilíbrio entre a luz e as sombras.
- Lua Casta ou da Castidade: Setembro remete a liberação de Perséfone da terra dos mortos. É à volta da primavera com a vida renovada. Ela reaparece em sua forma virginal, limpa e intocada. Apropriadamente, sua cor é o branco. É a Lua que celebra a Deusa Tríplice, a Jovem, a Mãe e a Anciã.
- Lua da Semente: Outubro anuncia o crescimento que irá colorir a terra, conforme as estações avançam. As sementes que estão em repouso abaixo do solo começam a germinar, ao mesmo tempo em que toda a vida desperta para a terra aquecida. Sua cor é o verde-claro. Época ideal para plantar as novas sementes do futuro.
- Lua da Lebre: Nasce em Novembro. Ela é dedicada à Deusa e à fertilidade. Rosa, a cor do amor é também a cor da Lua da Lebre. Conforme a primavera atinge seu ápice os pensamentos de cada homem e donzela jovens transformam-se em romance. É a Lua do despertar da consciência.
- Lua da Díade: Dezembro é o período do Solstício de Verão. É a Lua da Díade, uma antiga palavra que significa "par", reflete a presença visível do Deus e da Deusa, estampados no sol brilhante e nos campos verdejantes. Essa Lua é considerada da cor laranja, ou seja, a cor do sol de verão. Lua das graças, do tempo e da vida.
- Lua das Campinas: Nasce em Janeiro. Ela é a última Lua antes da colheita e é celebrada com danças e músicas. Este é o tempo em que os pagãos do passado preparavam os prados para a chegada das celebrações das colheitas. A Lua das Campinas amarela, a cor do rico hidromel que está sendo preparado. Lua da fertilidade, dos sonhos e da sexualidade.
- Lua das Ervas ou do Mosto de Cerveja: É a Lua verde-escura de Fevereiro. A palavra no inglês usada para a denominação dessa lua é 'wort', uma palavra conhecida de nossos ancestrais para descrever o estado verde da terra, e é o nome dado à Lua que surge ao mesmo tempo quando as plantas estão para ser colhida. Esse é o tempo de honrar os frutos que enchem nossos estômagos, pois o período do fim da colheita chegará com o primeiro movimento da foice nos pés das plantações. É a Lua da purificação, da cura, da fermentação e do cozimento.
- Lua da Cevada: Surge antes do Equinócio do Outono, em Março. Os grãos são ceifados. É o fim da estação e o fim do ciclo anual. O marrom, a cor dos grãos é a cor da Lua da Cevada. É a Lua da sabedoria, do conhecimento e do fechamento e finalização de bons negócios.
- Lua do Vinho: É a Lua excedente do ano ou a 13ª Lua. Com a mudança do calendário lunar para o calendário solar, houve uma sobreposição de alguns meses. Às vezes existem doze Luas durante o ano solar e às vezes treze. Quando essa Lua "extra" surge geralmente nasce em abril ou maio, normalmente antes da Lua de Sangue. Essa Lua honra o vinho, considerada a primeira luxúria dada pelos Deuses. Ela representa o tempo que o vinho é feito para ser usado no inverno frio. Sua cor é o vermelho-roxo, a cor do vinho e da vida. É a Lua da profecia e da criatividade. Bibliografia:
Caminhos Pagãos, de Gwydion O’Hara
Explorando o Druidismo Celta, de Sirona Knight
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Exigências para ser bem sucedido na magia.
Vamos andar um pouco pelo jardim nessa manhã de céu azul, sol radiante, procurar refrescante sombra, deitar na grama e respirar o perfume de cada flor, observar o voo dos beija-flores, ouvir o canto dos pássaros.....em fim, deixar sair o comum e deixar entrar o essencial.....limpa a mente, corpo leve, coração alegre e alma receptiva, vamos ouvir e procurar entender as palavras e ensinamentos de quem foi foi mestre no assunto.....vamos pois cruzar o portal da vida comum.....
Três Exigências para:
Como mencionei em meu livro Earth Power (Poder da Terra), há três coisas que precisam existir para sermos bem-sucedidos em magia. São elas:
Necessidade
É preciso existir uma necessidade. Geralmente, é algo que não pode ser satisfeito por outros meios. Atrair o amor, proteger seu lar, conseguir abrigo e outros objetivos materiais são exemplos elementares. Desejar um relacionamento ou uma casa nova não constituem necessidades. A necessidade é um espaço vazio em sua vida ou uma condição crítica (como uma doença ou perigo) que precisa de solução imediata. A magia preenche aquele vácuo ou corrige a condição e, dessa forma, satisfaz a necessidade.
Emoção
Além da necessidade, é preciso haver emoção. Emoção é poder. "Ficar roxo de raiva" é um exemplo: seu rosto fica quente, o coração acelerado. Estas são manifestações de poder. Se você não estiver emocionalmente envolvido com sua necessidade, não será capaz de evocar poder suficiente de fonte alguma, nem de direcioná-lo para sua necessidade. Em outras palavras, sua magia não vai funcionar. Se, por exemplo, precisa passar num exame, mas bem lá no fundo não é isso que deseja, qualquer magia feita para melhorar suas chances vai falhar. A emoção liberta o poder para tornar real a necessidade.
Conhecimento
Esse é o caminho da magia - as técnicas que usamos para evocar a energia dentro de nós mesmos, ou nos objetos da natureza, como pedras, e emiti-la na direção da necessidade mágica. O "saber" inclui visualização, fundamentos de rituais, concentração e realização do poder. Esse capítulo contém o início desse conhecimento. Se temos a necessidade e a emoção, mas não sabemos como usar essas coisas, seremos como o homem de Neanderthal que contemplasse um abridor de latas ou um computador. Não saberia usar essas ferramentas. Uma vez que a necessidade, a emoção e o saber estejam presentes, podemos iniciar a prática da magia.
Scott Cunnigham em Enciclopédia de Cristais, Pedras Preciosas e Metais.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Doces magias....
Doces magias....
UM ENCANTAMENTO DA TERRA ( Scott Cunningham)
Amarre em um pequeno quadrado de tecido verde um pouco de terra fresca e fértil. Amarre bem para que a terra não escape.
Leve esse amuleto consigo se tiver problemas com estabilidade, segurança e autocontrole; se estiver propenso a deixar que suas emoções dominem sua vida; se estiver constantemente irritado ou nervoso. Esse amuleto da terra o ajudará.
Receitas: Bolo com leite condensado.
Bolo pega marido
1 lata de leite condensado
A mesma medida da lata de leite integral
1 vidro pequeno de leite de coco
A mesma medida da lata de farinha de trigo especial (ou comum)
1/2 medida da lata de açúcar
3 ovos grandes inteiros
3 colheres de sopa de margarina
Não vai fermento
MODO DE PREPARO
Bata todos tudo no liquidificador
Coloque em uma fôrma untada e enfarinhada
Leve ao forno médio (200°C) até dourar, 30 a 60 minutos, depende do forno
Faça o teste do palito para retirar do forno
O bolo fica com consistência de uma queijada e é muito gostoso
Informações Adicionais
Dica: Para fazer uma cobertura leve ao fogo 1 vidro de leite de coco, 2 colheres de sopa de açúcar e 1 pacote de coco ralado. Deixe ferver e coloque quente sobre o bolo. Obs.: A consistência não é a de um bolo comum. O tempo de forno varia de acordo com o forno, pode ser de 30 a 60 minutos.
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